Eu sinto só o pulsar,
O som do ar-condicionado.
Cobrindo-me, a pele,
Saltando, beliscando.
Eu estou só e triste;
Tudo vazio e sufocante.
Fugir, fugir, esse é o dilema;
O drama mórbido de sempre.
Mas você me adentrou.
Resgate, resgate, resgate!
“O mundo é um moinho”,
Meu amor...
Essa é a energia.
A sua luz energética,
Tão linda e tão forte;
Absurdamente resplandecente.
A escuridão me engole,
Aos domingos, degusta-me.
Mas o amanhecer nasce com você.
A mente me perfura, esfaqueia,
Fundo, o seu coração,
A me curar suave.
Agradecida, agradecida, agradecida...
Salve-me, salve-me do poço!
Perdão, minha mãe, pelas lágrimas;
Estou me afogando, lhe afagando,
Minha nossa senhora amada.
Tudo lindo, denso,
Escuro, negro,
É tudo negro.
Perdido e falso,
Desilusão nos olhos...
Protegida, sempre protegida;
Muito cuidada, amada.
Ilumina-me girassol!
Muito agradecida,
Não obrigada.
Tão bela essa luz...
Tão bela essa energia...
Tão bela essa alma...
Tão bela essa cor...
Tão irradiante,
Esplendor.
Cuidarei de você, minha flor,
Meus cachos, meu sorriso.
É hora de brilhar para sempre.
Não chores, não chores,
Eu e tu, transbordando,
Não chores.
Eu cresci, mãe.
Infelizmente, eu cresci.
Choremos o luto.
Mas não te deixarei,
Serei sempre sua pequena.
Meu amor é seu,
Com todos os corações
Que se possa desenhar.
Eu estou contigo,
“Amo-te!”,
Tu estás comigo,
“Amo-te!”,
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