sábado, 3 de janeiro de 2015

Mãe Jovem Adulta



Tudo branco;
Eu sinto só o pulsar,
O som do ar-condicionado.
Cobrindo-me, a pele,
Saltando, beliscando.

Eu estou só e triste;
Tudo vazio e sufocante.
Fugir, fugir, esse é o dilema;
O drama mórbido de sempre.

Mas você me adentrou.
Resgate, resgate, resgate!
“O mundo é um moinho”,
Meu amor...


Viva, viva... Viva!
Essa é a energia.
A sua luz energética,
Tão linda e tão forte;
Absurdamente resplandecente.

A escuridão me engole,
Aos domingos, degusta-me.
Mas o amanhecer nasce com você.
A mente me perfura, esfaqueia,
Fundo, o seu coração,
A me curar suave.


Agradecida, agradecida, agradecida...
Salve-me, salve-me do poço!
Perdão, minha mãe, pelas lágrimas;
Estou me afogando, lhe afagando,
Minha nossa senhora amada.

Tudo lindo, denso,
Escuro, negro,
É tudo negro.
Perdido e falso,
Desilusão nos olhos...
Mas a senhora entende.


Protegida, sempre protegida;
Muito cuidada, amada.
Ilumina-me girassol!
Muito agradecida,
Não obrigada.

Tão bela essa luz...
Tão bela essa energia...
Tão bela essa alma...
Tão bela essa cor...
Tão irradiante,
Esplendor.


É minha vez.
Cuidarei de você, minha flor,
Meus cachos, meu sorriso.
É hora de brilhar para sempre.

Não chores, não chores,
Eu e tu, transbordando,
Não chores.
Eu cresci, mãe.
Infelizmente, eu cresci.
Choremos o luto.

Mas não te deixarei,
Serei sempre sua pequena.
Meu amor é seu,
Com todos os corações
Que se possa desenhar.


Sorria!
Eu estou contigo,
“Amo-te!”,
Tu estás comigo,
“Amo-te!”,
E nós viveremos assim.



Fotos por mim mesma.
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